Chá de Domingo #53: Não-Ficção

Geralmente falo de ficção, no entanto, hoje decidi falar da sua irmã literária.

O que é preciso para uma obra de não ficção merecer a atenção de um editor? Para mim o cerne da questão prende-se em cinco pontos: clareza, foco, continuidade, ortografia/sintaxe e fontes:

Clareza

A linguagem usada deve ser inequívoca e não dar lugar a múltiplas interpretações (de certa que há raras excepções para esta regra). O título não deve induzir os leitores em erro. Evitar floreados excessivos e o despejar de dicionários no texto. A obra deve saciar o leitor em termos da informação que procura e não deixá-lo ainda mais confuso (claro que há algumas excepções para esta regra).

Foco

Este tipo de livros tem uma maior tendência em dispersar, por isso, deve-se focar apenas no tópico de interesse. Se o livro é sobre economia, então não se deve perder tempo a falar de biologia. Se houver mais que um foco, é importante que haja uma equilíbrio entre os dois.

Continuidade

Deve-se evitar “esconder” informação relevante ao leitor. A estrutura deve ser tal que as informações se encadeiem duma forma lógica. Os capítulos devem poder ser lidos sem auxílio dos que lhe precedem. Não é necessário explicar tudo, mas deve-se evitar saltos lógicos que a maioria dos leitores não possa acompanhar.

Ortografia/Sintaxe

As regras de ortografia e sintaxe são para respeitar. Por muito artístico que queiram que o texto pareça, há que respeitar as regras. Evitar as frases demasiado longas para não confundir os leitores.

Fontes

Ao contrário da ficção, em que o autor pode intentar o que quiser, na não-ficção as referências e citações podem ser necessárias. É de evitar deixa de citar todas as informações mais importantes. Por outro lado, deve-se evitar citar tudo aquilo que é cultura geral e conhecido pela maioria das pessoas.

Esta é a minha opinião como editor. E vossa, qual é?

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