Livros: Clepsydra

E continuo na minha digressão pelos clássicos, desta vez com um dos favoritos de Fernando Pessoa.

Autor: Camilo Pessanha

Sinopse: “Os versos do primeiro poema de Clepsydra, «Inscrição» – »Eu vi a luz em um país perdido. / A minha alma é lânguida e inerme. / Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído! / No chão sumir-se. como faz um verme…» – , dizem o essencial da biografia e da obra deste poeta nascido em Coimbra (1867) e falecido em Macau (1926), após uma existência segregada desde o nascimento e a reunião tardia num escasso volume duma obra publicada dispersamente. (…) A poética da pura sugestão encontra em Pessanha um cultor de excepção; tudo é apenas insinuado, nunca dito, através de atmosferas onde o mistério e o sonho se cruzam para dizer o indizível como nesse extraordinário poema de amor e morte que é «Floriram por engano as rosas bravas…» Ao serviço daquela poética coloca o poeta o decassílabo para o qual encontra desvios inovadores e expressivos que trazem à sua poesia um timbre musical único. Fernando Pessoa terá confessado que conhecia quase todos os poemas de Pessanha de cor. É natural: a modernidade não vanguardista de Pessanha está-lhe nos genes.”

Achei o livro muito difícil de ler. As poesias de Pessanha são demasiado elípticas, não sendo acessíveis à todos. As temáticas exploradas são pessimistas e podem não agradar a todos os leitores, se bem que para mim não foi um problema. Houve algumas rimas ridículas, visto que o poeta rimou a palavra com ela mesma várias vezes. Ouve outras instâncias em que as poesias não pareciam ter um propósito. Demorei bastante tempo a ler o livro, porque não consegui ler mais do que meia dúzia de poemas numa assentada. Reconheço que poderá derivar do facto de não conseguir apreciar devidamente a poesia vanguardista.
Recomendo a quem gostar muito de poesia!

Classificação: 3 estrelas

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